Gémeos, e as
qualidades geminianas, estão em destaque nos céus durante a Lua Cheia e eclipse
lunar de dia 4 de Junho. Vejamos: o Sol estará em Gémeos entre 20 de Maio e 20
de Junho; Vénus realiza o seu (longo) trânsito retrógrado neste signo até ao início
de Agosto; Mercúrio estará aí até dia 7 de Junho; e Júpiter dirige-se para lá a
passos largos (entra em Gémeos a 12 de Junho). Estamos presentemente mais motivados
pela busca de conhecimento e informação, mais comunicativos e sociáveis. A
nossa curiosidade divide-se por vários temas, como se todo o mundo à nossa
volta se tornasse mais interessante. A variedade de opções disponíveis é agora
particularmente apelativa, e queremos ver “um pouco de tudo”, em vez de seguir
um só caminho com mais profundidade. Como uma criança, podemos facilmente distrair-nos
de um assunto logo que outro desponta no horizonte.
Com a presença de Vénus no
signo, as relações com os outros (amantes ou amigos) podem estar sujeitas ao
mesmo alargamento de possibilidades – e à mesma inconstância e relativa superficialidade.
Todo o que é novidade nos atrai mais agora, e a possibilidade de “namoriscar” sem
compromisso – particularmente com jogos de palavras – pode parecer irresistível.
O lado forte de Gémeos é a curiosidade e a agilidade mental, mas o seu lado fraco
é justamente a inconstância e a superficialidade. Mais uma vez, embora esta
influência esteja presente temos a possibilidade de escolher a forma como a
vivemos. Em todo o caso, o facto de Vénus estar retrógrado neste signo dá-nos
uma margem de manobra para reflectir sobre as nossas inclinações antes de agir,
o que pode ser muito útil agora.
A Lua Cheia de dia 4 de Junho vai brilhar em Sagitário, fazendo par com a
Lua Nova em Gémeos (com eclipse solar) de 21 de Maio passado. Este tema Gémeos-Sagitário
repete-se na relação presente entre o Sol em Gémeos e a Lua em Sagitário, dois
signos relacionados com o intelecto e os sistemas de crenças. Estando
Vénus em Gémeos e Marte em Sagitário, temos ainda de lidar com o
relacionamento, que na mitologia era magnético mas na astrologia é geralmente
considerado tenso, entre Vénus e Marte… Talvez tenhamos de rever as nossas
crenças mais profundas, e encarar o facto de que não existe um caminho único
para se chegar a lado nenhum. Tolerância e flexibilidade serão conceitos-chave.
Todas estas influências
dificultam a concentração profunda ou a meditação, porque os processos mentais
estão particularmente acelerados. Durante esta Lua Cheia não valerá a pena
agarrar-nos a pensamentos demasiado rígidos; a máxima de que tudo está em
constante mudança estará na ordem do dia. Tudo é energia, desde os pensamentos até
às relações humanas, desde a matéria mais densa até à matéria de que são feitos
os nossos sonhos, e a energia está em constante mutação. Mais uma vez, estes dias
pedem-nos fluidez e flexibilidade, capacidade de adaptação e poder de encaixe. Deixar
ir o que já não serve os nossos verdadeiros propósitos, e seguir o novo caminho
que se abre.
Se a passada Lua
Nova anunciava o início de uma fase também nova na vida – ou mesmo de uma nova forma
de vida, impulsionada pelo eclipse – esta Lua Cheia pode trazer a visão clara
desta novidade, seja positiva ou negativa. Quando os velhos paradigmas deixam de
nos servir, “mudar de pele” nem sempre é indolor. No geral, a série de eclipses
e as actuais relações planetárias não prometem dias fáceis. Na verdade, tanto
podemos ter diante de nós situações estimulantes e novos desafios, como descobertas
dolorosas que teremos de enfrentar. Não esqueçamos que a Lua Cheia tudo revela.
Com todo este
enfoque em Gémeos, e com as tensões e retardamentos que descobrimos nos céus
(para além de Vénus, também Plutão e Saturno
estão retrógrados), é também possível que sintamos na pele o lado mais sombrio
do signo que rege a comunicação. Podem vir à tona sentimentos de solidão,
incompreensão e isolamento, e há uma certa tendência para ouvirmos as palavras
dos outros de forma distorcida, gerando mal-entendidos.
Os planetas retrógrados
pedem-nos, por sua vez, que examinemos o passado. Este passado pode referir-se
a assuntos inacabados, ou às causas e consequências das atitudes que nos
conduziram até ao momento presente. A revisão corajosa e honesta dos nossos
pontos fracos é fundamental para a construção de um futuro mais sólido e que
melhor represente a nossa verdade essencial.
Por fim, mas não
menos importante, temos o famoso trânsito de Vénus diante do Sol, nos dias 5-6
de Junho. O planeta está prestes a passar entre a Terra e o Sol, no ponto mais
próximo possível de ambos, ampliando a sua influência sobre todos nós. Esta proximidade
faz com que possamos aproveitar melhor a sua influência. Vénus retrógrado sugere-nos um aprofundamento da verdadeira natureza e motivações dos nossos relacionamentos. Depois da conjunção com o Sol o planeta surge em toda a glória
da sua versão diurna, deixando de nascer no horizonte ao pôr-do-sol e passando
a brilhar como Estrela da Manhã. Este é o aspecto masculino e impulsivo da Deusa, menos propício à reflexão.
A mudança de “polaridade”de Vénus era considerada como um momento delicado em termos cósmicos,
semelhante a um equinócio. Esta possibilidade é aumentada pela quadratura entre
Vénus e Marte (o Amor e a Guerra), no próprio dia 5 de Junho (durante a conjunção
Vénus-Sol), que pode trazer mais tensão aos relacionamentos. É aconselhável
evitar discussões e críticas excessivas (atenção ao lado mais negativo de Gémeos),
e tentar focar a consciência na comunicação amorosa.
Lua Cheia,
eclipse lunar, conjunção Vénus-Sol e quadratura Vénus-Marte: já tinha dito que
não serão dias fáceis? Mas todos poderemos sobreviver-lhes, ao contrário daquilo
que afirma a famosa “profecia maia”. Mais um vez, com flexibilidade e tolerância.










